terça-feira, 7 de outubro de 2008

Outubro de café e cinema no Museu

Programação de Outubro do Cinearth – Sábados(ás 18h) e Quartas(ás 19 h) – cinema, café e debate.
Local: Museu da Escola Catarinense (antiga FAED), R. Saldanha Marinho, 196, Centro.
Entrada Franca

Mostra de filmes e debates: “Outras infâncias”.
Em todas as sessões terão comentadores convidados após os filmes.
Publico alvo: professores/as, educadores/as e publico adulto em geral.
• Emitimos certificados aos que participarem em 75% das atividades.
(inscrições pelo telefone: 88127084 e pelo e-mail: sarahnogueiraster@gmail.com)


Dia 08/10 ás 19 h.
filme: A Voz do Coração


Um professor de música vai trabalhar numa rígida instituição de reeducação de jovens meninos. Com paciência, ele tenta melhorar suas vidas através da música. No entanto, ele terá que lutar para manter o coral dos meninos na ativa.
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 95 minutos
Direção: Christophe Barratier

Dia 11/10 ás 18 h.
Filme: Minha Vida de Cachorro


Com o agravamento da tuberculose da mãe, menino é separado do irmão e enviado para aldeia do norte da Suécia. Banhado em um clima poético, é um dos melhores filmes sobre crianças que o cinema já fez.
Gênero: Drama
Duração: 101 min.
Diretor(es): Lasse Hallström

Dia 15/10 ás 19 h.
Filme: Adios Momo


O filme A Dios Momo aborda as desventuras do garoto Obdulio (Mathias Acuña), um vendedor de jornais analfabeto que vive com a avó (Carmen Abella), uma beata que passa os dias orando e guardando suas economias para comprar uniformes escolares para suas netas.
Diretor: Leonardo Ricagni

Dia 18/10 ás 18 h.
Filme: os Esquecidos


Lançado em 1950, Os Esquecidos (Los Olvidados, no original) é a primeira obra-prima da fase mexicana do diretor espanhol. Rodado no subúrbio da Cidade do México, nesta película Luis Buñuel retrata o cotidiano de um grupo de jovens delinqüentes, entre eles Jaibo, recém fugido do reformatório, e Pedro, um garoto rejeitado pela mãe que acaba se envolvendo em um assassinato.

Dia 23/10 ás 18 h.
Filme: os incompreendidos

Os Incompreendidos não é só o primeiro longa de Truffaut, filmado em 1959: é um dos títulos seminais da nouvelle vague e um dos melhores filmes de todos os tempos. Fotografado em preto-e-branco, Os Incompreendidos acompanha o percurso de um garoto de 12 ou 13 anos pela Paris do final dos anos 50.

Dia 25/10 ás 18 h.
Filme: Eu não tenho medo


Eu Não Tenho Medo narra o encontro entre dois garotos de vivências distintas, que conseguem conciliar as diferenças e ajudar um ao outro. Concorreu ao Urso de Ouro no Festival de Berlim e à estatueta de melhor filme estrangeiro no Oscar de 2003. É cinema que ultrapassa o discurso e sensibiliza o coração.
Direção: Gabriele Salvatores, ITA/ESP/ING, 2003

Dia 29/10 ás 19h.
Filme: vida de menina


Uma grande personagem essencialmente brasileira, num momento crítico de sua vida, quando ela briga para estabelecer sua liberdade e integridade. Tendo como pano de fundo um Brasil que acaba de abolir a escravatura e proclamar a República, Helena Morley começa a escrever o seu diário, que nos revela seu universo e um país que adolesce junto com a menina. Nesse momento da vida, Helena é magra, desengonçada, e sardenta: se acha feia. Não é boa aluna, nem comportada como sua irmã Luizinha; seu apelido é "Tempestade". Mas Helena, como nenhuma outra garota de Diamantina, escreve.
Direção: Helena Solberg

terça-feira, 30 de setembro de 2008

O aborto dos outros

Nas Bancas: O aborto dos outros
Por Brunna Rosa [Sexta-Feira, 26 de Setembro de 2008 às 19:53hs]Embora o aborto seja considerado crime no Brasil, mesmo com todas as conseqüências que isso traz, em duas circunstâncias a legislação brasileira garante o direito à interrupção da gravidez. No caso de violência sexual (estupro) – desde que consentido pela gestante ou representante legal em caso de incapacidade – ou em situações de risco à vida da mulher. Porém, a desinformação e o preconceito que cercam toda a discussão sobre o aborto acabam impedindo que as pessoas tenham acesso a um serviço que é um direito, além de gerar dúvidas e questionamentos até mesmo nos profissionais envolvidos nesse procedimento. Em 2005, o Ministério da Saúde reeditou a norma técnica de Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual Contra Mulheres e Adolescentes – a primeira versão é de 1999 –, e trouxe como principal novidade a não-exigência da apresentação do boletim de ocorrência (BO) pelas vítimas de violência sexual para a realização do aborto legal e o acompanhamento social, psicológico e médico necessários. A decisão de interromper ou não a gravidez cabe a uma junta médica após ouvir as vítimas e apurar as informações. A nova norma técnica faz parte de uma estratégia do governo federal de distribuir manuais técnicos e cartilhas a gestores de políticas públicas, médicos e hospitais para orientá-los no atendimento à mulher nesta situação, que também inclui a disponibilidade da “pílula do dia seguinte”. Acompanhando exatamente o cumprimento dessa norma, a diretora Carla Gallo realizou uma longa pesquisa e produziu um documentário sobre mulheres que optaram pela interrupção da gravidez nesses casos. O filme O Aborto dos Outros, que estreou no dia 5 de setembro nos cinemas brasileiros, retrata a situação das mulheres que, amparadas pela lei, interromperam a gravidez, além de outras que fizeram abortos clandestinos e sofreram as duras conseqüências. Em uma das entrevistas do filme, o médico Jefferson Drezett calcula que 70 mil mulheres morram por ano no mundo em decorrência de abortos inseguros. Uma a cada sete minutos. Confira abaixo a entrevista com Carla Gallo, que dirigiu também outros documentários independentes como Tom Zé ou quem irá colocar uma dinamite na cabeça do século e Hijab – Além do véu. Fórum – Você acompanhou adolescentes e mulheres em processo de abortamento legal em hospitais públicos em São Paulo. Como foi a construção deste filme sobre um tema tão polêmico? Carla Gallo – Tive um tempo longo para produzir o filme. Foram três anos de pesquisa, e nesse período conheci muitos médicos, psicólogos e assistentes sociais que trabalhavam no serviço de atendimento à mulher vítima de violência. Quando comecei a entrar no processo de produção, no início das filmagens, já tinha falado com algumas pessoas que conheciam meu trabalho, sabiam que era uma pesquisa séria e realizamos uma espécie de acordo com eles. Assim, sempre que chegasse uma mulher no atendimento por conta de aborto, eu apresentava o projeto e dizia quais eram as intenções. Elas escolhiam de que forma seria feito o registro no filme, mostrando o rosto ou não, só com a voz e uma parte do rosto etc. e a partir daí cada mulher registrada no filme teve um foco diferente. Muitas outras questões envolvem o aborto, como a vergonha, medo da represália da sociedade e, nos casos de estupro, do agressor também. Fórum – E quanto à relação com os profissionais de saúde, qual foi a reação deles? Gallo – Foi uma coisa bem heterogênea, muitos se abriram e ponderaram que era interessante a possibilidade de discutir esta questão. Mas houve também outros profissionais que não aceitaram ser filmados, porque alguns desses médicos, que trabalham no atendimento às mulheres vítimas de violência sexual, suas famílias ou mesmo amigos e vizinhos não sabem de seu trabalho, que fazem abortos legais. Para eles também é uma situação complicada e muitos têm medo da exposição. Fórum – Muitas mulheres quando procuram agentes de saúde ou de segurança com uma situação de violência sexual ou com dúvidas quanto ao direito ao abortamento legal recebem orientações errôneas ou são coagidas a não procurar seus direitos. Como foi seu contato com esses casos e como dialogar para evitar esses problemas? Gallo – Infelizmente é comum, no filme mesmo há situações deste tipo retratadas. Mas existe muita desinformação. No processo de pesquisa e produção do filme entrevistei um delegado que sequer sabia do artigo 128 do Código Penal, que garante o direito da mulher ao abortamento no caso de violência sexual ou quando é a única possibilidade de salvar a vida dela. Falta obviamente educação e possibilidades das pessoas cuidarem de seus direitos reprodutivos, conhecerem os métodos contraceptivos. O Estado precisa estimular isso. O assunto é polêmico, mas se você pensa mundialmente a questão rapidamente chega à conclusão de que os países em que há o aborto legalizado junto a políticas públicas de direitos reprodutivos e educação o número de abortos é menor. No Brasil, ao contrário, temos um número enorme de casos. A pergunta correta é: criminalizar o aborto está resolvendo? Os dados apontam que não, nosso país é um dos que mais aborta no mundo. Na Holanda, Alemanha, Itália, Inglaterra e vários outros, o aborto é legalizado e as taxas de realização dele são infinitamente menores. Fórum – Esses países que você citou tratam a questão do aborto como saúde pública, mas nem por isso eles são menos ou mais religiosos. Exatamente o contrário do que acontece aqui, que o diálogo é extremamente difícil. Baseado em suas pesquisas e na realização do filme, como você analisa esta situação? Gallo – Falta as pessoas baixarem um pouco a guarda em relação à religião e à moral porque isso acaba travando o debate. Como exemplo, sempre cito a pílula do dia seguinte, que não é abortiva. A OMS [Organização Mundial da Saúde] já disse isso e a Federação Brasileira de Ginecologia também. A pílula impede o encontro do espermatozóide com o óvulo ou atrasa a ovulação, mas muitos fatores alimentam os mitos, como a parte da mídia que continua a afirmar que a pílula é abortiva. Isso alimenta toda essa carga de moral e religião e prejudica o debate. Fórum – Com tantas forças contrárias, o debate sobre o aborto não fica prejudicado a ponto de se inviabilizar? Gallo – Acredito que seja um processo lento, existem trabalhos de movimentos de mulheres e de políticos que querem discutir a questão sob outros ângulos. No fundo, somos todos contra o aborto, não queremos que o número de abortos aumente, queremos que as mulheres e os homens tenham seus direitos reprodutivos ampliados. E o que estes movimentos estão tentando fazer é ampliar o diálogo para discutir o quanto é importante falar abertamente sobre o assunto. Legalizar é ter uma política de atendimento amplo, não é incentivar o aborto e sim tirar da marginalidade as mulheres que o realizam e que sofrem conseqüências desastrosas. Condenar alguém por fazer aborto não é justo, e além do mais não adianta nada, mais uma vez os números comprovam. Fórum – No documentário, a religião é extremamente presente para as pessoas. Você optou por abordar o tema? Gallo – Quando comecei a fazer o filme sobre o aborto e com uma perspectiva feminina, a religião começou a entrar pelas próprias mulheres, em momento algum eu perguntava, elas que falavam espontaneamente. Fórum – Agora você está realizando um ciclo de debates com o filme. Como está sendo a recepção das pessoas? Gallo – Por enquanto estamos fazendo em São Paulo e no Rio de Janeiro. Fizemos uma pré-estréia na PUC-SP, mas a PUC-RJ não permitiu. Também realizamos em outras universidades e em comunidades também, como a Nós do Morro, a Cufa [Central Única das Favelas]. O debates estão sendo ótimos, pois por mais que os espectadores tragam resistências eles estão dialogando, o que já é um grande avanço. F Para saber mais: Articulação de Mulheres Brasileiras: www.articulacaodemulheres.org.br Articulação Feminista do Mercosul: www.mujeresdelsur.org.uy Organização não governamental Ipas: www.ipas.org.br Católicas pelo Direito de Decidir: www.catolicasonline.org.br 4 Meses, 3 Semanas, 2 Dias (2007), filme de Cristian Mungiu O segredo de Vera Drake (2004), filme de Mike Leigh O Drama do Aborto: em Busca de um Consenso, de Anibal Faundes e José Barzelatto, Editora Komedi Direito de decidir: múltiplos olhares sobre o aborto, de Mônica Bara Maia (orgs.), Editora Autêntica A entrevista integra a edição nº 66 da revista Fórum. Para adquirir entre em contato conosco ou reserve com o seu jornaleiro!

Enviado pela Profa. Denise

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

"O que você faria se seu filho fosse heterossexual?"‏

Reportagem no Youtube: "O que você faria se seu filho fosse heterossexual?"‏






O vídeo é irônico pois mostra como a questão da homossexualidade é tabu ao ponto das pessoas se confundirem entre homossexual e heterossexual.

ESCLARECIMENTO: Postei esse vídeo por motivos de descontração. Caso alguém ache que vai contra a proposta do blog, não exitem em deletar o post. Já divulguei o vídeo por outros meios.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

CINEARTH NO MUSEU - PROGRAMAÇÃO!

O CINEARTH retoma as atividades em novo espaço - no Museu da Escola Catarinense(antiga Faed) segue abaixo a lista de filmes deste mês que terá como tema a memória, em parceria com PRAAPEG - No fio da Memória.

Memórias por um fio, fios da memória...

CHEGA DE SAUDADES - BRASIL, 2008 - Drama. Dirigido por Laís Bodanzky. Elenco: Tonia Carrero, Betty Faria, Stepan Nercessian, Cássia Kiss, Maria Flor, Paulo Vilhena. 13 / 09 / 2008 / 18.00h. / Duração:1h. 32`

Com personagens ricos em histórias, os conflitos vão se desenvolvendo através da trama central de Marici e Eudes. A chegada de uma moça na festa ascende os conflitos e desejos já adormecidos, mas ainda existentes em Eudes. O filme é um olhar diferente sobre a maturidade. Um dos pontos fortes do longa é a trilha sonora interpretada por Elza Soares e Marku Ribas, clássicos como “Não Deixe o Samba Morrer” e “Você Não Vale Nada”. O roteiro pode deixar os espectadores confusos, já que foge do padrão começo, meio e fim. A fotografia é bem feita, dando a impressão, para quem assiste, que está dentro da festa. Vencedor do Prêmio Candango, do Festival de Brasília.
Comentadores(as): Maria Teresa Santos Cunha / História / UDESC - Rafael M. Bastos / Antropologia / UFSC


JUVENTUDE - SUÉCI A, 1950 - Drama. Dirigido por Ìngmar Bergman. Elenco : Maj-britt Nilsson, Birger Malmsten, Alf Kjellin e Annalisa Ericson. 17 / 09 / 2008 / 18.30h / Duração: 1h 36`

Na véspera da estréia do seu novo espetáculo, a bailarina Marie recebe um diário, que a faz lembrar do seu primeiro amor na juventude, um episódio que marcou para sempre sua vida. Com cenas de extrema beleza e um excelente roteiro, Juventude é uma evocação poética do amor, da memória e da dor da perda. Um Bergman de primeira.

CREPÚSCULO DOS DEUSES - EUA, 1950 - Drama. Dirigido por Billy Wilder. Roteirista(s): Charles Brackett, Billy Wilder, D.M. Marshman Jr. Elenco: William Holden (1), Gloria Swanson, Erich von Stroheim, Nancy Olson, Fred Clark, Lloyd Gough, Jack Webb, Franklyn Farnum, Larry Blake¹, Charles Dayton (2), Cecil B. DeMille, Hedda Hopper, Buster K.. 20 / 09 / 2008 / 18.00h / Duração: 1h 50`

Ex-diva do cinema mudo (Gloria Swanson) recebe a visita de um roteirista desconhecido (William Holden). Este é quem narra a história, com doses de humor, sarcasmo e drama, para relembrar seu envolvimento com Norma Desmond, uma esquecida estrela de Hollywood que vive de lembranças em sua mansão localizada na célebre Sunset Boulevard e cujo único empregado é, ironicamente, o antigo diretor de seus filmes (memorável performance de Erich von Stroheim). Clássico absoluto de Billy Wilder, vencedor de três Oscars, o filme é uma das mais devastadoras sátiras sobre o lado sombrio do ser humano e da indústria de cinema americano.
Comentadora: Janice Gonçalves / História / UDESC

CIDADÃO KANE - USA, 1941 - Drama. Dirigido por Orson Welles. Elenco: Joseph Cotten, Orson Welles, Dorothy Comingore. 24 / 09 / 2008 / 18.30 / Duração: 1h 59
Quando dirigiu, produziu, protagonizou e foi co-roteirista de Cidadão Kane, Welles tinha 25 anos e já conquistara fama, confirmando sua índole polêmica, ele fez um filme no qual se identificavam alusões ao magnata das comunicações William Randolph Hearst. A história conta como o repórter Thompson (Joseph Cotten) reconstitui a trajetória do empresário da imprensa Charles Foster Kane (Welles), buscando decifrar o significado de sua última palavra no leito de morte: "rosebud". O repórter entrevista, então, as pessoas próximas ao figurão. Um emaranhado de informações vai se costurando à frente dos olhos do espectador, desde a infância pobre, revelando um Kane por vezes perturbado, mas sempre ambicioso. Essa multiplicidade de fontes usadas pelo repórter cria um conjunto de perspectivas diferentes, funcionando como peças do quebracabeças que os espectadores vão montando.
O filme faz uso de flashbacks, sombras, tem longas seqüênciãs sem cortes, mostra tomadas de baixo para cima, distorce imagens para aumentar a carga dramática; a iluminação é pouco convencional, o foco transita do primeiro plano para o background, os diálogos são sobrepostos e os closes usados com contenção. Revolucionário. O personagem pode ser visto retrospectivamente como alguém amargo, sombrio, arrogante, manipulador, cruel e impiedoso. Sua trajetória, no entanto, encerra muito do sonho americano: idealismo, espírito de iniciativa, fama, dinheiro, poder, mulheres, imortalidade.
Oscar: Vencedor dos Prêmio de Melhor Roteiro - Indicado aos Prêmios de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Direção de Arte, Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som e Melhor Fotografia.
Assoc. de Críticos de Nova York: Vencedor Prêmio de Melhor Filme.

HIROSHIMA MEU AMOR - FRANÇA / JAPÃO, 1959 - Drama. Dirigido por Alain Resnai. Roteirista: Marguerite Duras. Elenco: Emmanuelle Riva, Eiji Okada, Stella Dassas, Pierre Barbaud, Bernard Fress. 27 / 09 / 2008 / 18.00h / Duração: 1h 30`

História de uma atriz francesa (Emmanuelle Riva) que está em Hiroshima para participar de um filme sobre a paz. Durante as filmagens ela acaba se envolvendo com um arquiteto japonês (Eiji Okada) que sobreviveu ao bombardeio. Ele a faz relembrar seu primeiro amor, um soldado alemão que conheceu em Nevers, na França, no final da Segunda Guerra, período no qual foi perseguido.
.Toda a ação de ''Hiroshima Meu Amor'' é entrecortada por estas lembranças e o tempo presente. Foi um dos filmes que mais influenciaram os jovens intelectuais engajados politicamente nos anos 1960.
Entrelaçando som e imagem, cenas de um brutal documentário e seqüências tenras de amor, passado e presente, cidade e indivíduo, paixão e desespero, Alain Resnais cria um filme de tirar o fôlego que, como muitas outras obras de arte, nunca pode ser inteiramente apreciado e entendido. Hiroshima, Mon Amour precisa ser sentido - combinando os leves carinhos do amor de dois corpos interligados com a pele queimada e cheia de bolhas de uma vítima de ataque atômico - e os sentimentos que são aqui evocados desafiam o entendimento e explanação. O filme ganhou diversos prêmios em Cannes e foi indicado para o Oscar de Roteiro.
LOLITA - EUA / INGLATERRA 1962 - Comédia / Drama. Dirigido por Stanley Kubrick. Elenco: James Mason, Shelley Winters, Sue Lyon. 04 /10 /2008 / 18.00h / Duração: 2h 32`

Idealizado a partir do livro homônimo de Vladimir Nabokov, e com roteiro creditado ao próprio, Lolita aparece dentro da filmografia de Stanley Kubrick como o mais polêmico de seus trabalhos, ainda que o texto original de Nabokov tenha sido drasticamente alterado quando da realização efetiva do filme, de acordo com várias fontes.No início dos anos 60, a demonstração de qualquer coisa remotamente associada à pedofilia era algo sobre o qual a censura mantinha olho vivo.Lolita é uma pré-adolescente de 14 anos, de olhar encantador e trejeitos inocentemente sensuais. Ela dá nome ao filme e preenche a alma do professor Humbert (James Mason), um escritor que acaba de chegar da Europa para lecionar nos Estados Unidos e hospeda-se na pensão de Charlotte Haze (Shelley Winters), a mãe da moça. Humbert apaixona-se assim que põe os olhos na garota.Ao redor de sua redoma obsessiva está o também escritor Clare Quilty (Peter Sellers), uma figura excêntrica que vira e mexe se intromete entre ele, Charlotte e a adorável Lolita.
Exercício sutil sobre a obsessão sexual, retrato amargo de uma criatura condenada por essa obsessão e uma ode à tenra beleza feminina e seus irresistíveis encantos. É quase possível sentir pena do personagem de James Mason, um homem normal até o último fio de cabelo, sem atrativos físicos ou posses a que se poderia atribuir o fascínio recíproco de uma adolescente com os hormônios em franca ebulição.

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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

LAGEF no Fazendo Gênero 8

Segue uma pequena síntese da participação d=s professor=s, mestrand=s e bolsistas vinculadas ao Laboratório no FG8


MESAS REDONDAS

Dia 26 de agosto (terça feira)

9 horas
MESA 10 – SAÚDE, CORPO E SOFRIMENTO (Auditório do CCJ)
Coordenada pela Profª Drª Carmen Susana Tornquist

9 horas
MESA 21 – GÊNERO E EDUCAÇÃO (Auditório da Reitoria)
Coordenada pela Profª Drª Cristiani Bereta

19 horas
MESA 14 – GÊNERO E MEIO AMBIENTE (Auditório do CFH)
Coordenada pela Profª Drª Marlene de Fáveri

Dia 27 de agosto (quarta feira)

19 horas
MESA 9 – TRÂNSITOS CONTEMPORÂNEOS, GÊNERO E VIOLÊNCIA (Auditório do CFH)
Coordenada pela Profª Drª Gláucia de Assis

Programação Completa: http://www.fazendogenero8.ufsc.br/programacao.html


OFICINAS

Dias 25 de agosto - 14:00-17:30
Violência na Constituição das Identidades de Gênero
Ministrantes: Profª Drª Denise Soares Miguel, Rogério Machado Rosa
Local: Sala 10 do Depto de História

Oficinas e mini-cursos: http://www.fazendogenero8.ufsc.br/minicursos.html


SIMPÓSIOS TEMÁTICOS

Coordenações
ST65 – Os paradoxos das migrações internacionais: suas dimensões étnicas, de classe e de gênero.
Profª Drª Gláucia de Oliveira Assis na coordenação
Local: Auditório da Engenharia Química

ST51 – Gênero e sexualidade nas práticas escolares
Profª Drª Cristiani Bereta da Silva na coordenação
Local: Auditório do CED

ST24 – O universo infanto-juvenil: gênero, poder e violência
Profª Drª Silvia Maria Fávero Arend na coordenação
Local: Sala 618 – CED

Apresentação de Trabalhos
ST13 – Gênero e o trabalho de mulheres em grupos formais e informais
Local: Sala 331 – CFH
26/08/08 - 14h00-17h30
As Trabalhadoras juvenis do McDonald’s: geração, trabalho e gênero (Florianópolis 2000- 2006) Antero Maximiliano Dias dos Reis

ST 17 – Instituições, representações sociais de gênero e conflitos sociais.
Local: Auditório da FAPEU
26/08/08 - 14h00-17h30 (Sessão 2: Gênero: identidades e movimentos)
De Amor e de Romances: a censura, a literatura, o cinema e as mulheres na imprensa católica de Florianópolis (1930-1945) Ana Cláudia Ribas

ST60 – Corpo e violência nas relações de gênero
Local: Sala 216 CSE
26/08/08 - 14h00-17h30
A escola e o muro de silêncio sobre a violência doméstica – Profª Drª Denise Soares Miguel

ST 30 – Religião, gênero e diversidade sexual
Local: Sala n. 14 do Colégio de Aplicação
27/08/08 - 14h00-17h30 (Sessão: Religião, ritual e gênero)
As filhas de Eva: mulheres católicas do presente - Cristiane de Castro Ramos Abud

ST24 – O universo infanto-juvenil: gênero, poder e violência
Local: Sala 618 – CED
26/08/08 - 14h00-17h30 – (Representações Sociais e Violências)
A criança universal no discurso da imprensa brasileira (Florianópolis, 1940-1950) – Profª Drª Silvia Maria Fávero Arend

ST60 – Corpo e violência nas relações de gênero
Local: Sala 216 - CSE
27/08/08 - 14h00 –17h30
Relações de poder e gênero: prescrições e discursos nos processos judiciários de desquite e divórcio (Florianópolis, 1977-85)
Profª Drª Marlene de Fáveri; Teresa Adami Tanaka

ST 32 – Saúde Sexual, Reprodução, Contracepção e Direitos Reprodutivos: práticas e representações no contexto atual.
Local: Auditório do Museu
27/08/08 - 14h00-17h30
A mulher que engravida está preparada para assumir esse novo papelCinara Sacomari(UFSC); Joseli Franceschet; Prof Fernando Luiz (UDESC)

ST 22 – Música e dança: percepções sobre as práticas musicais e/ou de dança
e suas relações de gênero
Local: Sala 210 CSE
26/08/08 - 14h00 – 17h30
Relações de gênero e percepção corporal entre praticantes de AXÉ e Hip Hop
Rozana Aparecida Silveira; Fernando Luiz Cardoso; Roger Ghidini Dias

ST 41 – Exclusão social, poder e violência II
Local: Auditório do Centro Sócio-Jurídico
27/08/08 - 14h00-17h30
Discursos jurídicos dos crimes de homicídio e as subjetividades masculinas - Yomara Feitosa Caetano de Oliveira

ST 51 – Gênero e sexualidade nas práticas escolares
Local: Auditório do CED
27/08/08 - 14h00 – 17h30 (Sessão: Currículo, cultura e geração)
Brinquedos infantis e respeito aos animais domésticos – estratégias à uma Educação Sexual Infantil voltada a equidade de gênero - Profª Drª Jimena Furlani

ST 51 – Gênero e sexualidade nas práticas escolares
Local: Auditório do CED
27/08/08 - 14h00 – 17h30 (Sessão: Currículo, cultura e geração)
Narrativas de jovens e adultos sobre a produção de desigualdades sexuais e de gênero - Profª Drª Cristiani Bereta da Silva

ST 65 – Os paradoxos das migrações internacionais: suas dimensões étnicas, de classe e de gênero.
Local: Auditório da Engenharia Química
27/08/08 - 14h00 – 17h30 (Sessão 2: Migrações, mulheres e família)
As mulheres na formação das redes de emigração- Profª Drª Gláucia de Oliveira Assis (UDESC); Sueli Siqueira (UNIVALI)

ST 65 – Os paradoxos das migrações internacionais: suas dimensões étnicas, de classe e de gênero.Local: Auditório da Engenharia Química28/08/08 - 14h00 – 17h30 (Sessão 3: Identidades, memórias e trajetórias)Imigrantes internacionais do século XXI: a busca da cidadania na Ilha de Santa Catarina - Natália Cristina Ilha

Dia e horário da apresentação de trabalhos: http://www.fazendogenero8.ufsc.br/st_site.pdf

POSTERS
Dia 26 de agosto
Trabalho, juventude e masculinidade (Florianópolis, 1980-2005)
Eduardo Maricato Riciardi e Larissa Alves Ripardo
Localização: 12 A/47A

Dia 26 de agosto
Diário Vermelho. Entre fotografias e uma quase direção...
Sarah Pusch Nogueira
Localização: 31B

Dia 27 de agosto
Crianças, violência e relações de gênero: a infância nas páginas policiais do jornal Diário Catarinense (Santa Catarina, 1980)
Anelise Rodrigues Machado de Araújo
Localização: 17A

Dia 27 de agosto
Entre silêncios e denúncias: o caso da prostituição feminina infanto-juvenil (Florianópolis, 1980-2005)Camila Serafim Daminelli e Giovana Moraes Suzin
Localização: 33A

Dia 27 de agosto
Etnografia de uma maternidade: diferenças culturais e experiências de parto
Profª Carmen Susana Tornquist, Carolina Shimomura Spinelli, Cristian Pedro Rubini Dutra
Localização: 35A

Dia 27 de agosto
Características da dança flamenca
Cristiani Joaquim, Fernando L. Cardoso e Rozana A. Silveira
Localização: 48A

Dia 28 de agosto
Perfil corporal do bailarino de axé
Kríscia Germano Fávero, Fernando Luiz Cardoso, Rozana Aparecida Silveira, Roges Dias
Localização: 32 A


Dia 28 de agosto
Perfil corporal da cultura hip hop
Priscilla G Wittkopf, Fernando L Cardoso, Rozana A Silveira, Tiago P. Costa
Localização: 49A

Posters: http://www.fazendogenero8.ufsc.br/posters.html


Monitores no FG8
Anna Cristina Xavier - ST05 – Cidadania x violência na educação: questões de corpo e gênero (Sala 201 CSE)

Camila Serafim Daminelli - MESA 19 – ESPORTE E CORPORALIDADE
(Auditório do Centro de Convivência) - 27/08 - 9 horas

Cristian Dutra - ST43 – História das aparências e pedagogias de gênero (Sala 215 CSE)

Tiago Welter Martins - MESA 21 – GÊNERO E EDUCAÇÃO (Auditório da Reitoria) 26/08 - 9horas


[caso esteja faltando algum nome/trabalho favor notificar: bolsistaslagef@yahoogrupos.com.br]