terça-feira, 9 de setembro de 2008

CINEARTH NO MUSEU - PROGRAMAÇÃO!

O CINEARTH retoma as atividades em novo espaço - no Museu da Escola Catarinense(antiga Faed) segue abaixo a lista de filmes deste mês que terá como tema a memória, em parceria com PRAAPEG - No fio da Memória.

Memórias por um fio, fios da memória...

CHEGA DE SAUDADES - BRASIL, 2008 - Drama. Dirigido por Laís Bodanzky. Elenco: Tonia Carrero, Betty Faria, Stepan Nercessian, Cássia Kiss, Maria Flor, Paulo Vilhena. 13 / 09 / 2008 / 18.00h. / Duração:1h. 32`

Com personagens ricos em histórias, os conflitos vão se desenvolvendo através da trama central de Marici e Eudes. A chegada de uma moça na festa ascende os conflitos e desejos já adormecidos, mas ainda existentes em Eudes. O filme é um olhar diferente sobre a maturidade. Um dos pontos fortes do longa é a trilha sonora interpretada por Elza Soares e Marku Ribas, clássicos como “Não Deixe o Samba Morrer” e “Você Não Vale Nada”. O roteiro pode deixar os espectadores confusos, já que foge do padrão começo, meio e fim. A fotografia é bem feita, dando a impressão, para quem assiste, que está dentro da festa. Vencedor do Prêmio Candango, do Festival de Brasília.
Comentadores(as): Maria Teresa Santos Cunha / História / UDESC - Rafael M. Bastos / Antropologia / UFSC


JUVENTUDE - SUÉCI A, 1950 - Drama. Dirigido por Ìngmar Bergman. Elenco : Maj-britt Nilsson, Birger Malmsten, Alf Kjellin e Annalisa Ericson. 17 / 09 / 2008 / 18.30h / Duração: 1h 36`

Na véspera da estréia do seu novo espetáculo, a bailarina Marie recebe um diário, que a faz lembrar do seu primeiro amor na juventude, um episódio que marcou para sempre sua vida. Com cenas de extrema beleza e um excelente roteiro, Juventude é uma evocação poética do amor, da memória e da dor da perda. Um Bergman de primeira.

CREPÚSCULO DOS DEUSES - EUA, 1950 - Drama. Dirigido por Billy Wilder. Roteirista(s): Charles Brackett, Billy Wilder, D.M. Marshman Jr. Elenco: William Holden (1), Gloria Swanson, Erich von Stroheim, Nancy Olson, Fred Clark, Lloyd Gough, Jack Webb, Franklyn Farnum, Larry Blake¹, Charles Dayton (2), Cecil B. DeMille, Hedda Hopper, Buster K.. 20 / 09 / 2008 / 18.00h / Duração: 1h 50`

Ex-diva do cinema mudo (Gloria Swanson) recebe a visita de um roteirista desconhecido (William Holden). Este é quem narra a história, com doses de humor, sarcasmo e drama, para relembrar seu envolvimento com Norma Desmond, uma esquecida estrela de Hollywood que vive de lembranças em sua mansão localizada na célebre Sunset Boulevard e cujo único empregado é, ironicamente, o antigo diretor de seus filmes (memorável performance de Erich von Stroheim). Clássico absoluto de Billy Wilder, vencedor de três Oscars, o filme é uma das mais devastadoras sátiras sobre o lado sombrio do ser humano e da indústria de cinema americano.
Comentadora: Janice Gonçalves / História / UDESC

CIDADÃO KANE - USA, 1941 - Drama. Dirigido por Orson Welles. Elenco: Joseph Cotten, Orson Welles, Dorothy Comingore. 24 / 09 / 2008 / 18.30 / Duração: 1h 59
Quando dirigiu, produziu, protagonizou e foi co-roteirista de Cidadão Kane, Welles tinha 25 anos e já conquistara fama, confirmando sua índole polêmica, ele fez um filme no qual se identificavam alusões ao magnata das comunicações William Randolph Hearst. A história conta como o repórter Thompson (Joseph Cotten) reconstitui a trajetória do empresário da imprensa Charles Foster Kane (Welles), buscando decifrar o significado de sua última palavra no leito de morte: "rosebud". O repórter entrevista, então, as pessoas próximas ao figurão. Um emaranhado de informações vai se costurando à frente dos olhos do espectador, desde a infância pobre, revelando um Kane por vezes perturbado, mas sempre ambicioso. Essa multiplicidade de fontes usadas pelo repórter cria um conjunto de perspectivas diferentes, funcionando como peças do quebracabeças que os espectadores vão montando.
O filme faz uso de flashbacks, sombras, tem longas seqüênciãs sem cortes, mostra tomadas de baixo para cima, distorce imagens para aumentar a carga dramática; a iluminação é pouco convencional, o foco transita do primeiro plano para o background, os diálogos são sobrepostos e os closes usados com contenção. Revolucionário. O personagem pode ser visto retrospectivamente como alguém amargo, sombrio, arrogante, manipulador, cruel e impiedoso. Sua trajetória, no entanto, encerra muito do sonho americano: idealismo, espírito de iniciativa, fama, dinheiro, poder, mulheres, imortalidade.
Oscar: Vencedor dos Prêmio de Melhor Roteiro - Indicado aos Prêmios de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Direção de Arte, Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som e Melhor Fotografia.
Assoc. de Críticos de Nova York: Vencedor Prêmio de Melhor Filme.

HIROSHIMA MEU AMOR - FRANÇA / JAPÃO, 1959 - Drama. Dirigido por Alain Resnai. Roteirista: Marguerite Duras. Elenco: Emmanuelle Riva, Eiji Okada, Stella Dassas, Pierre Barbaud, Bernard Fress. 27 / 09 / 2008 / 18.00h / Duração: 1h 30`

História de uma atriz francesa (Emmanuelle Riva) que está em Hiroshima para participar de um filme sobre a paz. Durante as filmagens ela acaba se envolvendo com um arquiteto japonês (Eiji Okada) que sobreviveu ao bombardeio. Ele a faz relembrar seu primeiro amor, um soldado alemão que conheceu em Nevers, na França, no final da Segunda Guerra, período no qual foi perseguido.
.Toda a ação de ''Hiroshima Meu Amor'' é entrecortada por estas lembranças e o tempo presente. Foi um dos filmes que mais influenciaram os jovens intelectuais engajados politicamente nos anos 1960.
Entrelaçando som e imagem, cenas de um brutal documentário e seqüências tenras de amor, passado e presente, cidade e indivíduo, paixão e desespero, Alain Resnais cria um filme de tirar o fôlego que, como muitas outras obras de arte, nunca pode ser inteiramente apreciado e entendido. Hiroshima, Mon Amour precisa ser sentido - combinando os leves carinhos do amor de dois corpos interligados com a pele queimada e cheia de bolhas de uma vítima de ataque atômico - e os sentimentos que são aqui evocados desafiam o entendimento e explanação. O filme ganhou diversos prêmios em Cannes e foi indicado para o Oscar de Roteiro.
LOLITA - EUA / INGLATERRA 1962 - Comédia / Drama. Dirigido por Stanley Kubrick. Elenco: James Mason, Shelley Winters, Sue Lyon. 04 /10 /2008 / 18.00h / Duração: 2h 32`

Idealizado a partir do livro homônimo de Vladimir Nabokov, e com roteiro creditado ao próprio, Lolita aparece dentro da filmografia de Stanley Kubrick como o mais polêmico de seus trabalhos, ainda que o texto original de Nabokov tenha sido drasticamente alterado quando da realização efetiva do filme, de acordo com várias fontes.No início dos anos 60, a demonstração de qualquer coisa remotamente associada à pedofilia era algo sobre o qual a censura mantinha olho vivo.Lolita é uma pré-adolescente de 14 anos, de olhar encantador e trejeitos inocentemente sensuais. Ela dá nome ao filme e preenche a alma do professor Humbert (James Mason), um escritor que acaba de chegar da Europa para lecionar nos Estados Unidos e hospeda-se na pensão de Charlotte Haze (Shelley Winters), a mãe da moça. Humbert apaixona-se assim que põe os olhos na garota.Ao redor de sua redoma obsessiva está o também escritor Clare Quilty (Peter Sellers), uma figura excêntrica que vira e mexe se intromete entre ele, Charlotte e a adorável Lolita.
Exercício sutil sobre a obsessão sexual, retrato amargo de uma criatura condenada por essa obsessão e uma ode à tenra beleza feminina e seus irresistíveis encantos. É quase possível sentir pena do personagem de James Mason, um homem normal até o último fio de cabelo, sem atrativos físicos ou posses a que se poderia atribuir o fascínio recíproco de uma adolescente com os hormônios em franca ebulição.

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